ATRIBUTOS DA SOBERANIA DE DEUS

A soberania de Deus é vista nas Escrituras em tons profundamente enfáticos. Deus é apresentado como aquele que faz a Sua vontade, e esta é a causa última de todas as coisas que há no mundo. Não somente tem decisões, mas Ele faz vir â existência todas as coisas no mundo, assim como preserva e governa tudo aquilo que criou. Tudo existe por causa da Sua vontade, e tudo vem a existir pelo Seu poder. Tudo vem dEle e depende dEle.

Esta crença na vontade e no poder soberanos de Deus tem sido muito enfraquecida ou distorcida no cristianismo de nossos dias. Em uma de suas cartas a Erasmo de Roterdã, Lutero disse: "Vosso conceito de Deus é demasiado humano". Esta mesma denúncia deve ser feita a respeito de muitos líderes e pregadores cristãos hoje. Na atualidade sustenta-se os conceitos mais desonrosos a respeito da autoridade de Deus e sobre o Seu domínio no universo. O Deus da Escritura tem sido um desconhecido de boa parte dos cristãos da atualidade.

Deus disse ao ímpio que violava os Seus princípios: "Tens feito estas coisas e Eu me calei; pensavas que Eu era teu igual... "(SI 50.21-22). Os homens têm imaginado um Deus parecido com eles próprios, destituídos da verdadeiro poder e vontade soberanos. Eles se esquecem de que Tanto ao Pai quanto ao Filho se dá na Escritura o designativo que significa "Senhor absoluto, ou aquele que tem poder absoluto". Esse Deus crido por muitos, é a projeção humanizada de nossa própria condição. O Deus sustentado por muitos cristãos não corresponde ao ensinado nas Escrituras. O Deus que é pregado em muitos púlpitos e ensinado nas escolas dominicais, e lido na grande parte dos livros evangélicos, não passa de uma adaptação da divindade da Escritura, uma ficção do sentimentalismo humano. Esse Deus cuja vontade pode ser resistida, cujos desígnios podem ser frustrados e cujos propósitos podem ser derrotados, não é digno de nossa verdadeira adoração. De fato, esse não é o Deus das Escrituras.

A soberania universal e absoluta de Deus pode ser vista em muitos lugares da Escritura: I Cr 29:10-12; 2 Cr 20:.6; SI 22:28; 47:2, 3, 7, 8, 9; 50:10-12; 72:.8-11; 93; 95:3-5; 103:19; 145:11-13. Ninguém pode impedir o que Deus resolve fazer: Jó 23:13; 42: 2; SI 11: 3; Pv 2l:30.

Deus tem a supremacia em tudo porque é soberano sobre os homens e sobre toda a criação. A soberania de Deus é o exercício da Sua supremacia. Ela indica que Deus está no trono exercendo seu governo absoluto sobre o universo, de fato e de verdade.

1. A VONTADE SOBERANA DE DEUS

Como Saber a vontade de Deus?

A expressão "vontade de Deus" aparece muitas vezes na Escritura, mas nem sempre ela tem o mesmo significado. A Sua vontade não tem o mesmo sentido, não é expressa da mesma maneira, e nem com a mesma energia do Seu ser. A palavra "vontade" com relação a Deus, tem várias conotações na Escritura. Ela pode denotar:

a) A completa natureza moral de Deus incluindo Seus atributos como: amor, santidade, justiça, etc.

b) A faculdade de determinação própria, isto é, a capacidade de determinar-se para uma ação, ou para formar um plano.

c) O produto desta atividade, isto é, o plano ou o propósito predeterminado.

d) A regra de vida traçada para suas criaturas racionais.

e) Expressão do prazer ou do deleite de Deus.

O que vamos estudar estará relacionado com as letras b, d e e.

 

 

DISTINÇÕES APLICADAS À VONTADE DE DEUS

Em teologia costuma-se dividir este assunto da vontade de Deus usando, tanto quanto possível, os termos da própria Escritura:

    1. VONTADE DECRETIVA E VONTADE PRECEPTIVA.
    2. Embora estas expressões não estejam literalmente colocadas na Escritura, é perfeitamente fácil a dedução delas. A expressão VONTADE DECRETIVA é aquela por meio da qual Deus ordena ou decreta tudo aquilo que decide que tem que acontecer, seja por meio da agência direta dEle, ou através da agência irrestrita das suas criaturas racionais. Esta vontade pode ser chamada secreta somente quando não sabemos nada a respeito dela. Há inúmeras referências na Escritura que indicam um decreto de Deus e que, contudo, Ele já deu a conhecer aos homens. Nesse sentido a vontade não é secreta mais, embora continue sendo expressão do Seu decreto. A expressão VONTADE PRECEPTIVA (diz respeito aos preceitos) é a regra de vida que Deus tem apontado para suas criaturas morais trilharem, indicando os deveres que elas têm que cumprir, ou que Ele impõe sobre elas. Essa vontade está revelada na lei e no evangelho. E a norma de conduta estabelecida por Deus para todas as suas criaturas morais, sejam elas crentes ou não. Nesta vontade Deus prescreve o que nós devemos fazer.

      Obs: A vontade decretiva ou secreta sempre é cumprida, enquanto que a vontade preceptiva ou revelada nem sempre é cumprida, isto é, ela é freqüentemente desobedecida.

      Há, portanto uma grande diferença entre o que Deus prescreve para que façamos e o que Ele decide fazer.

    3. VONTADE DE PROPÓSITO E VONTADE DE DESEJO.
    4. A vontade de propósito está ligada à Vontade Decretiva, enquanto que a Vontade de Desejo está, algumas vezes, ligada à Vontade Preceptiva, e expressa o prazer e o deleite de Deus em coisas que Ele gostaria que acontecesse na vida dos homens, mas que nem sempre acontecem. Esta vontade de desejo nem sempre está relacionada diretamente com aquilo que os homens devem fazer, mas é expressão de algo que faz parte da natureza de Deus.

    5. VONTADE SECRETA E VONTADE REVELADA.

Estas expressões são sacadas especialmente do texto de Dt 29:29. Os próprios termos já indicam o significado delas. Esta é a distinção mais comum na teologia, mas não é a mais completa para o entendimento desta matéria.

A maneira que Deus quer que vivamos está claramente revelada nas Escrituras, mas o Seu plano, isto é, o que Ele determinou para as nossas vidas não sabemos até que o que está determinado aconteça. Há muitas coisas sobre a nossa vida pessoal que Deus deixou escondido de nós, que Ele não nos revelou. Não sabemos o que sucederá no dia de amanhã. Não sabemos qual é o plano de Deus para a nossa vida pessoal. Isso não quer dizer que não possamos pedir a Deus algumas "certezas" do que Ele tem planejado para nós, ou que não possamos, em hipótese alguma, saber o que Ele tem reservado para o futuro de nossas vidas. É verdade que as coisas encobertas pertencem a Deus, mas Ele tem dado a conhecer aos Seus servos muitas coisas que dantes estavam escondidas.

Base Bíblica para esta Matéria

 

 

1) VONTADE PRECEPTIVA E VONTADE DECRETIVA

( * ) Vontade Preceptiva de Deus

Ela está explícita em inúmeros textos da Escritura. Estes são alguns exemplos

SI 40:8 - "...agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei." Observe que este verso é colocado nos lábios de Cristo em Hb 10: 5-7. Cristo tinha por meta fazer o que estava prescrito para Ele como regra de vida. Esta vontade sempre está relacionada com a obediência à Lei. O Senhor tinha prazer em fazer essa vontade.

II Cr 27:6 - "Assim Jotão se foi tornando mais poderoso, porque dirigia os seus caminhos segundo a vontade do Senhor seu Deus" - Esta vontade ele a conhecia pela leitura das Escrituras (pentateuco).

SI 143:8-10 - "Faze-me ouvir pela manhã da tua graça, pois em ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a ti elevo a minha alma... Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus: guie-me o teu bom Espírito por terreno plano." - A vontade de Deus é algo que se aspira e que se aprende a fazer, pois o Salmista disse: "Ensina-me...". Para que aprendamos a fazê-la, é necessário que a conheçamos. E ela está revelada na sua Palavra.

Mt 7:21 - "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus." - Deus requer daqueles que confessam seu nome a obediência à Sua vontade revelada nas Escrituras.

Mt 12:50 - "Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe." - É um dever seu e meu cumprir a regra de vida para nós, para que sejamos considerados membros da família de Jesus.

Lc 12:47-48 - "Aquele servo, porém, que conheceu a vontade do seu Senhor e não se aprontou, nem fez segundo a Sua vontade, será punido com muitos açoites." - Note que essa vontade de Deus pode ser conhecida. Onde? na Sua Palavra.

Jo 7:16-17 - "Respondeu-lhes Jesus: O meu ensino não é meu, e, sim, daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dEle, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mm mesmo." - Observe que a vontade de Deus está ligada ao ensino da Palavra Deus. Por essa razão Jesus disse para provar se a doutrina dEle era de Deus. Para que eles pudessem verificar, era necessário que conhecessem a Escritura.

Jo 9:31 - "Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende."

At 13:22 - "E tendo tirado a este (Saul), levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.',- A despeito dos seus pecados, Davi foi reconhecido como um homem que obedeceu a vontade de Deus como expressão da regra de vida que Ele impôs sobre os homens.

Rm 2:17-18 - "Se, porém, tu que tens por sobrenome judeu, repousas na lei e te glorias em Deus; que conheces a sua vontade, e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei..." - Perceba que essa vontade pode ser conhecida na Lei de Deus. A lei de Deus é preceito para a nossa vida.

Ef 5:17 - "Por esta razão não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor." - Observe que esta vontade do Senhor pode ser entendida

como expressão dos seus preceitos, ou em algum sentido Paulo está falando a respeito da conformação com o que aconteceu em nossa vida como expressão da vontade de Deus. (veja o conceito de vontade nos pontos 2 e 3).

Ef 6:6-7 - "...não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor, e não como a homens" - Observe que o termo 11servos11 aqui implica no conhecimento de uma ordem expressa. Como servos devemos fazer essa vontade de Deus.

Cl 1: 9 e 10 - "Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda sabedoria e entendimento espiritual, a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra, e crescendo no pleno conhecimento de Deus." - Observe que o alvo final do conhecer a vontade de Deus é ter uma vida prática agradável a Ele. Portanto, a vontade de Deus aqui pode estar diretamente relacionada com os preceitos que são a expressão de Sua norma de vida para nos.

I Ts 4:3 - "Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição..." - Isto é o que Deus tem prescrito para a vida de todos os Seus filhos como norma de vida. A santificação inclui muitos preceitos de Deus.

I Ts 5:18 - "Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." - Observe que a oração de ação de graças é regra de vida, é preceito para nossa vida diária.

I Pe 2:15 - "Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos." - A prática do bem é preceito para sua vida. É a vontade preceptiva de Deus.

I Pe 4:1-2 - "Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para que, no tempo que vos resta na carne já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus." - Note que a vontade de Deus, como norma de vida, é a vida de santidade, que é o oposto a "paixões dos homens

I Jo 2:17 - "Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus; permanece eternamente."

Esta vontade preceptiva ou revelada está ao alcance de todos. pois "não está longe de cada um de nós" (Dt 30: 9-10; Rm 10:8), e nela estão prescritos todos os deveres do homem e representa para ele o caminho no qual ele pode gozar as bênçãos de Deus.

Observação: Esta vontade preceptiva nem sempre é feita. Nem tudo o que Deus requer de nós como norma de vida é obedecido.

Você conhece a vontade de Deus? Sim, se você lê o que está escrito na Palavra de Deus. Você faz exatamente todas as coisas que Deus quer de você? Não. Esta vontade, portanto, pode e freqüentemente é resistida.

( * * ) Vontade Decretiva de Deus

À vontade Decretiva pertencem todas as coisas que Ele decide efetuar imediatamente (sem o uso de meios) ou fazer com que aconteçam através de Seus instrumentos secundários que são as suas criaturas racionais, e essas coisas acontecem com absoluta certeza. Nesta vontade Deus não permite ser resistido. Para executar essa sua vontade, Ele não consulta a opinião dos homens. Os homens não têm participação nessas Suas decisões. Nessa vontade dEle nós devemos ficar alegres, porque essa vontade de Deus "e perfeita, boa, e agradável"( Rm 12:2) e por ela devemos dar graças (I Ts 5:18).

II Cr 22:7 - "Foi da vontade de Deus que Acazias, para sua ruma, fosse visitar a Jorão. porque vindo ele, saiu com Jorão para encontrar-se com Jeú, filho de Ninsi, a quem o Senhor tinha ungido para desarraigar a casa de Acabe." - Os propósitos de Deus foram cumpridos na vida de Acazias, como expressão de Sua vontade (Ler II Cr 22: 1-9).

SI 103: 20-21 - "Bendizei ao Senhor todos os seus anjos, valorosos em poder, que executais as suas ordens, e lhe obedeceis à palavra. Bendizei ao Senhor todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade." - Os anjos são Seus ministros para executarem os decretos de Deus na vida do mundo e dos homens.

Is 46: 9-11 - "Lembrai-vos das coisas passadas da antigüidade; que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o principio anuncio o que há de acontecer, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade; que chamo a ave de rapina desde o oriente, e de uma terra longínqua o homem do meu conselho. Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito. também o executarei." - A força inamovível do Seu decreto está no fato dEle o único Deus! Ninguém pode nada contra uma decisão dEle.

Is 48:14 - "Ajuntai-vos, todos vós, e ouvi! Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O Senhor o amou, e executará a sua vontade contra Babilônia, e o seu braço será contra os caldeus." - Nem os maiores reis do mundo têm poder contra a vontade de propósito do Senhor dos Exércitos.

Is 53:10 - "Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade de Senhor prosperará nas suas mãos." - A obra de redenção através de Jesus Cristo na cruz foi expressão da vontade decretiva de Deus. Cristo fez esta vontade de Deus prosperar.

Dn 4: 35 - "todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão. nem lhe dizer: Que fazes?" - O exercício desta vontade independe da vontade dos homens. Estes não podem fazem nada contra ela.

Mt 6: 10 - "venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como nos céus. - Como Deus é Rei nos céus, assim Ele é Rei na terra. O Reino de Deus tem sempre o seu cumprimento lá em cima ou cá na terra.

Mt 26:42 - "Tornando-se a retirar, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice, sem que eu o beba, faça-se a tua vontade." - Era um decreto de Deus que Jesus passasse por aquilo que Ele passou ali no Getsêmani. Essa vontade teria que ser inquestionavelmente cumprida.

Jo 4: 34 - "Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." - A vontade de decisão de Deus era a redenção de pecadores, e essa obra foi executada infalivelmente.

Jo 6: 38, 39 - "E a vontade daquele que me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu.. .De fato a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia." - O decreto foi cumprido: todos aqueles que foram entregues a Cristo pelo Pai foram salvos, estão sendo salvos, e serão salvos.

At 21:11 - 14 - "e, vindo ter conosco, (Ágabo) tomando o cinto de Paulo, ligando com ele seus próprios pés e mãos, declarou: Isto diz o Espírito Santo: Assim os judeus em Jerusalém farão ao dono deste cinto, e o entregarão nas mãos dos gentios.. Então Paulo disse: Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor Jesus. Como, porém, não o persuadimos, conformados, dissemos: Faça-se a vontade do Senhor" - Esta é a resignação daqueles que entendem que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. A vontade decretiva do Senhor é sempre feita e há a necessidade da conformação com ela.

Rm 1:9-10 - "faço menção de vós, em todas as minhas orações, suplicando que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de visitar-vos. " (Ver Tg 4.13-16). Ninguém pode dizer com certeza que irá a tal e tal lugar, a menos que isso seja a expressão do desígnio divino.

Rm 8:27 - "E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos." - Por quê não podemos entender esta "vontade" como sendo preceptiva? Porque o Espírito não está debaixo dos preceitos de Deus. Estes só são para os homens. O Espírito sempre executa uma determinação divina.

Rm 9:19 - "Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ([)eus) ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade?" - Novamente a impotência humana para lutar contra um desígnio de Deus!

I Co 1:1 - "Paulo chamado pela vontade de Deus, para ser apóstolo de Jesus Cristo..." - O apostolado não era um simples desejo de Deus para Paulo, mas uma determinação contra a qual Paulo não podia lutar.

GI 1:4 - "(Jesus Cristo) o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de FIOSSO Deus e Pai." - Esta obra de "desarraigamento do mundo perverso" não era simplesmente um desejo do Pai, mas um decreto ou uma determinação do Pai.

Ef 1: 1, 5, 9, 11 - "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus.. e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, segundo o beneplácito da sua vontade.. nele (Cristo), no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade." - Deus não consulta ninguém no exercício da sua vontade soberana com relação à salvação dos homens.

Fp 2:13 - "Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." - Deus decide colocar em nós as coisas santas e a capacidade para realizá-las, conforme a sua determinação.

I Pe 3:17 - "Porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom, do que praticando o mal." - Novamente presente o elemento resignação diante de uma vontade superior.

1 Pe 4:19 - "Por isso também os que sofrem segundo a vontade de Deus, encomendem as suas almas ao fiel Criador, na prática do bem." - Outro exemplo que mostra que as coisas tristes que acontecem a nós são também o cumprimento do Seu decreto em nossas vidas.

Ap 4: 11 - "Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas." - Toda a obra da criação foi produto de sua vontade decretiva.

I Jo 5:14 - "E esta é a confiança que temos para com ele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve." - Esta "vontade" neste verso pode ser entendida de duas maneiras, dependendo da abordagem ao texto. Se o autor está falando dos decretos de Deus, pedindo segundo o que Ele tem determinado (decretado) para nós, certamente ele nos ouvirá. Mas se o autor está se referindo á vontade preceptiva, isto é, aos mandamentos de Deus para nós, então, se pedirmos segundo essa vontade, Ele também nos ouvirá (exemplo de pedir para amar alguém. Isto é um pedido que será atendido porque é isto exatamente o que Ele quer que façamos).

 

 

2) VONTADE DE PROPÓSITO E VONTADE DE DESEJO

 

 

Esta vontade de desejo (que é distinta da vontade de propósito) está relacionada intimamente com o prazer (deleite) que Deus tem em que certas coisas aconteçam. Este desejo, que nem sempre é satisfeito, é constitucional e não pode ser negado nEle de forma alguma. Há vários exemplos dessa vontade afirmada na Escritura:

Exemplo 1 - O desejo natural e espontâneo de Deus para com todos os homens, está expresso negativamente em: Ez 33.11 - "Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o Senhor, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho, e viva..."

Ez 18: 23 - "Acaso tenho eu prazer na morte do perverso? diz o Senhor Deus; não desejo eu antes que ele se converta do seus caminhos; e viva?"

Este desejo divino é constitucional nEle. Ele faz parte da natureza de Deus, Ninguém pode negá-lo pois a Escritura o mostra claramente. Mas esse desejo constitucional constante em Deus nem sempre é feito. Esse desejo constitucional é distinto da realização ou da satisfação dele. Por razões desconhecidas de nós Deus determina não satisfazer ou realizar Seu próprio desejo.

 

 

Exemplo 2 - O desejo natural e espontâneo de Deus para com todos os homens é demonstrado positivamente em:

Lc 13:34 - "Jerusalém, Jerusalém! que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho, e vós não o quisestes. " (comparar com Lc 19.41-42)

Neste verso podemos perceber um sincero desejo de salvação dos habitantes de Jerusalém. Jesus, inquestionavelmente desejou que os habitantes de Jerusalém largasse aquela incredulidade. - Isso mostra o desejo. o prazer de Deus. Mas Cristo não venceu a obstinação dos judeus, pois Ele poderia faze-lo se assim decidisse, pois Ele é "o autor e o consumador da fé." (Hb 12: 2)- Isso mostra o propósito de Deus.

Exemplo 3 - O desejo natural e espontâneo de Deus é que todos os homens sejam salvos chegando ao arrependimento e à fé. Isto está claramente expresso em I Tm 2:4 e II Pe 3:9. Isto mostra o desejo constitucional de Deus o Seu deleite.

Contudo, Ele mesmo afirma claramente em Rm 9:18 que Ele "tem misericórdia de quem quer, e que Ele endurece a quem lhe apraz." - Isto mostra o propósito de Deus.

 

 

Exemplo 4 - O desejo natural e constitucional de Deus era que Faraó deixasse, em paz, o povo ir para fora do Egito.

Várias vezes Deus disse a Faraó: "Deixa o meu povo ir..." (Ex 7:2; 8:1, 2, 20 - O desejo de Deus era que Faraó pudesse ficar livre das pragas. Isso mostra o desejo de Deus. Mas esse desejo de Deus não foi realizado porque ele decidiu não interferir no coração de Faraó Ex 9:14,15,16). O propósito de Deus, em distinção do Seu desejo, está expresso em Ex 8:15 e 19: 4.

Deus desejou que Faraó espontaneamente concordasse em deixar o povo sair do Egito Ex 9:1), mas Deus decidiu não vencer a resistência de Faraó Ex 9:12).

Deus enviou Moisés para persuadir Faraó. Isto mostra o desejo de Deus. Mas Deus, ao mesmo tempo, informou Moisés de que a sua persuasão falharia Ex 7:14). Isto indica o propósito divino, em não vencer a obstinação de Faraó.

Este exemplos não mostram contradição em Deus, pois encontramos paralelo disso nas ações dos homens.

Exemplo: Uma decisão de um homem (que é um Decreto de um homem em um caso particular) é freqüentemente contrária à sua inclinação natural. Um homem decide sofrer dor física e emocional na amputação de sua perna, embora ele seja constitucionalmente averso à dor. Seu desejo natural seria escapar da dor física e emocional, mas por razões suficientes para ele, ele decide não escapar dela e submeter-se à cirurgia.

Se há razões suficientes para um homem tomar decisões dessa natureza, o mesmo deve ser válido vara Deus.

 

 

3) VONTADE SECRETA E VONTADE REVELADA

Paulo, escrevendo aos Efésios diz: "Procurai compreender qual a vontade do Senhor." ( Ef 5: 17)

Qual é a vontade de Deus para as nossas vidas?

Esta pergunta pode estar relacionada com dois aspectos dessa vontade:

(1) Essa vontade pode estar relacionada com a MANEIRA como Deus quer que eu viva. Essa vontade está revelada para as nossas vidas e está absolutamente clara nas Escrituras. Por exemplo, você não precisa perguntar:

- "Será que é a vontade de Deus que eu ame meus irmãos na fé e meus inimigos?"

- "Será que Deus quer que eu proceda corretamente no meu namoro?"

- da tua vontade, Senhor, que eu me divorcie do meu cônjuge?"

 

 

Estas coisas estão óbvias. Estes mandamentos são cruciais para a nossa vida cristã. Você só precisa entender o que Deus quer quando Ele prescreve Seus mandamentos.

 

 

(2) Essa vontade de Deus pode estar relacionada com o PLANO de Deus para minha vida Pessoal.

Essa vontade não está revelada diretamente nas Escrituras. Deus não mostrou nada do que vai acontecer na minha vida amanhã, ou as coisas que eu devo ser. E, portanto, perfeitamente justo perguntar:

- "Senhor, é da tua vontade que eu me case com Fulano de Tal, com quem namoro?"

- "Senhor, como posso saber que profissão devo seguir?"

- "Senhor, é da tua vontade que eu viaje para Tal Lugar nas minhas férias?"

- "Senhor, é da tua vontade que eu venda a minha propriedade?"

- "Devemos pensar em ter mais um filho?"

- "Quais das profissões abertas para mim devo seguir?"

- "Será que estou no meu ramo certo de trabalho?"

Estas perguntas pedem por direção divina, pois queremos saber qual é a vontade de Deus para nossas vidas. Dois fatores têm que ser considerados:

(a) Esses problemas mencionados acima não podem ser resolvidos por uma aplicação direta do ensinamento bíblico.

Não tendo uma resposta definida na Escritura, um exame global das Escrituras pode dá-nos as possibilidades legais entre as opções que podem ser feitas.

Se Deus não revelou claramente na Escritura essas coisas, como posso saber qual é a vontade de Deus?

(b) Porque as Escrituras não podem determinar diretamente uma escolha, o fator da inspiração e inclinação dados por Deus, pelo qual uma pessoa se compromete a um tipo de responsabilidade em detrimento de outra, e sente-se em paz quando o contempla, torna-se decisivo.

É importante ter em mente que a base do engano é presumir que toda direção de Deus para problemas tem estas duas características; e, segundo, que a vida deve ser encarada como um campo no qual este tipo de direção deve ser buscado.

Este terreno pode ser escorregadio para muitos. Muitos têm se decepcionado posteriormente ao verificarem que o que fizeram não era a vontade de Deus. Confiaram apenas nas impressões que podem ser expressão apenas de nossa subjetividade. A idéia de uma vida na qual a voz interior do Espírito dirige e decide tudo soa muito atraente, pois parece exaltar o ministério do Espírito e promete uma intimidade maior com Deus. O que acontece muitas vezes não é a voz do Espírito agindo interiormente, mas é o resultado dos nossos mais íntimos desejos ou simplesmente uma desejosa esperança de que coisas aconteçam.

A Escritura nos insta a termos um conhecimento da vontade de Deus (ver Cl 1: 9-10; 4: 12), mas o problema é saber se Paulo está falando da vontade revelada nos ensinos da Escritura, ou se ele está falando dos planos de Deus para nossa vida que, por ora, estão escondidos de nós.

Admitindo que podemos conhecer alguma coisa dos planos de Deus para nós, e entendendo Ef 5:17 como se referindo à possibilidade de se conhecer essa vontade, então, tentemos algo nesse caminho.

Se a Escritura nos insta a "procurar compreender a vontade do Senhor", então é possível, em algum sentido, conhecer o que Deus quer para nós. Mas como? Há algumas "dicas" na Escritura que podem nos ajudar.

1) A nossa vida tem que estar em íntima harmonia com a Palavra de Deus.

Jesus disse:

Jo 15:7 - "Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes; e vos será feito.

Se você está em Cristo e as Palavras dEle permanecem em você, você pode pedir a Deus as coisas que estão no seu coração que Ele as concederá. Se você pedir que Ele lhe mostre o caminho certo a seguir, Ele vai lhe dar a luz para que você o enxergue. De alguma forma, a Sua vontade vai ser aclarada pelo comunhão com Cristo e da luz da Sua palavra em você.

Deus tem um plano e dirige as nossas vidas, mas muitos cristãos não entendem de que modo Deus trabalha. O erro básico deles é pensar que a direção divina é essencialmente uma inspiração íntima sem a participação da Palavra Escrita.

Percebam que duas coisas estão envolvidas neste princípio: a comunhão com Cristo através da Sua Palavra e a matéria da oração. Assim, usando-os, você poderá compreender, em algum sentido, a vontade do Senhor para a sua vida.

2) A nossa vida tem que estar cheia do Espírito de Cristo.

Paulo disse após a ordem para "compreender a vontade do Senhor": "Enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos; entoando e louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais; dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. "(Ef 5:18-21)

Se o Espirito Santo não estiver transbordando em nosso coração, dificilmente saberemos com certeza a vontade de Deus para nossa vida. A esfera do subjetivismo dominará as nossas decisões.

3) A nossa vida tem que estar envolvida sinceramente no Reino de Deus. Como você vai saber o que Deus quer que você faça no Reino se você nem mesmo se envolve "Ele. Uma maneira de descobrir a vontade de Deus em sua vida é saber quais são os seus dons espirituais. Essa descoberta define muitas coisas em nossa vida.

Mas há alguns erros a serem evitados nesse assunto ao se "compreender a vontade de Deus". Dr. J. I. Packer menciona-os em seu livro sobre O Conhecimento de Deus:

"Mesmo com as idéias corretas sobre a direção de Deus em geral, continua sendo fácil errar, particularmente em escolhas "vocacionais". Nenhuma área da vida demonstra mais claramente a fragilidade da natureza humana, mesmo a dos já regenerados. A obra de Deus nesses casos deve inclinar primeiro o nosso julgamento, depois todo o nosso ser ao curso que entre todas as diferentes alternativas, Ele determinou ser o mais adequado para nós, para a sua glória e para o beneficio de outros através de nós."(p. 218)

Alguns erros freqüentemente cometidos:

    1. "As pessoas tem má vontade de pensar. É a falsa piedade, um supernaturalismo de um tipo pernicioso e prejudicial, que exige impressões interiores, sem qualquer base racional, e evita atender à freqüente recomendação bíblica para "refletir". Deus nos fez seres pensantes e Ele guia nossas mentes quando em Sua presença resolvemos as coisas - e de nenhum outro modo. "Oxalá fossem eles sábios! Então.. atentariam..." (Dt 32: 29)
    2. As pessoas de má vontade de pensar adiante, e pesar as conseqüências a longo prazo das alternativas no curso de uma ação. "Pensar Adiante" é parte da regra divina para a vida, tão boa quanto a humana para a estrada. Freqüentemente vemos apenas o que é sábio e certo ( e o que é tolo e errado) quando consideramos os resultados a longo prazo. "Oxalá fossem eles sábios!...e atentassem para o seu fim"!
    3.  

    4. As pessoas têm má vontade para aceitar conselhos. As Escrituras dão ênfase à necessidade que se tem disso. "O caminho do insensato aos seus próprios olhos, parece reto, mas o sábio dá ouvidos ao conselho." (Pv 12:15). É um sinal de imaturidade e de convencimento dispensar os conselhos ao se tomar uma decisão importante. Há sempre alguém que conhece a Bíblia, a natureza humana e nossas próprias habilidades e limitações mais do que nós mesmos e mesmo que não possamos aceitar seu conselho, alguma coisa boa tiraremos se pesarmos com cuidado o que disserem.
    5. As pessoas têm má vontade de suspeitarem de si mesmas. Não gostam de ser realistas a respeito de si mesmas, e não se conhecem muito bem.... "Emoções" com uma base egoísta, escapista, auto-indulgente, auto-engrandecedora devem ser detectadas e desacreditadas, não devendo ser tomadas erradamente como direção.. Precisamos perguntar porque "sentimos" que uma determinada atitude é certa, e nos obrigar a dar as razões disso - e seremos sábios se expusermos o caso diante de mais alguém, em cujo julgamento confiamos, para dar seu veredicto sobre nossas razões. Precisamos também orar: "Sonda-me 6 Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim alguma caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno." (Sl 139:23-24).
    6.  

    7. As pessoas tem má vontade para descontar o magnetismo pessoal. Aqueles que não estão profundamente conscientes do orgulho e da decepção em se mesmo nem sempre podem perceber essas coisas nos outros. (é o problema de certos líderes talentosos que influenciam outras mentes pelo seu magnetismo pessoal).. E mesmo quando um homem talentoso e atraente reconhece o perigo e tenta evitá-lo, nem sempre pode impedir que os cristãos o tratem como a um anjo, ou um profeta, aceitando suas palavras como direção para si mesmos e seguindo cegamente sua liderança. Mas não é este o modo de ser guiado por Deus. Homens de destaque, não estão na realidade necessariamente errados, mas também não estão necessariamente certos! Tanto eles como suas idéia devem ser respeitados, porém não venerados. "Julgai todas as coisas; retende o que é bom."(I Ts 5:21).
    8. f) As pessoas tem má vontade para esperar. "Espera no Senhor" é um refrão constante nos Salmos e é uma palavra necessária, pois Deus freqüentemente nos deixa esperando. Ele não tem tanta pressa quanto nós temos e não é Seu costume dar mais esclarecimentos sobre o futuro do que precisamos para agir no presente, ou nos guiar em mais de um passo de cada vez, Quando em dúvida não faça nada, continue esperando em Deus. Quando houver necessidade de ação a luz virá." (Packer, p. 219-20).

Portanto, "procurar compreender a vontade de Deus" com relação as coisas que estão escondidas de nós, é algo deve ocupar a nossa extrema atenção. E um terreno escorregadio se não estamos em plena comunhão com Deus. Assim mesmo, não é promessa da Escritura de que nós saberemos em plenitude, de antemão, o que Deus tem reservado para nós. É bom que saibamos também que, mesmo que façamos tudo o Deus quer, isso não nos livrará de problemas no futuro. A vontade de Deus sendo feita não significa ausência de problemas.

Se atentarmos para aquilo que está revelado na Escritura, aquilo que diz respeito à regra de vida para nós, então, já teremos feito muita coisa para o beneficio de nossas vidas e para as vidas dos que nos cercam.


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